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Plano de convivência: apps que ajudam a cumprir o acordo

Quando pais com filhos menores se separam, alguém precisa definir como fica a vida das crianças: com quem elas moram, como funciona a convivência com cada um, como se dividem as despesas. No Brasil, a guarda compartilhada é a regra, e esses pontos ficam num acordo de guarda homologado pela Justiça ou numa decisão do juiz. Muita gente chama a parte prática desse acordo de plano de convivência. Se você mora na Holanda, vai ouvir falar do ouderschapsplan, que lá é obrigatório para pais que se divorciam com filhos.

O plano costuma ser escrito uma vez, com um mediador ou um advogado de família. Depois vem a parte de cumprir, mês após mês, ano após ano. Cada vez mais pais procuram um app para ajudar nisso. Abaixo estão as opções relevantes, e também uma combinação que falta em quase todo plano de convivência.

O que entra num plano de convivência?

É o conjunto de combinações que os dois pais assumem na separação. Em geral ele trata de:

  • Como vocês dividem o cuidado e a criação dos filhos, incluindo a escala de convivência, feriados e férias
  • Como vocês se comunicam sobre as crianças
  • Como vocês dividem os gastos com os filhos

Escrever o plano leva uma tarde. Cumprir durante anos é outra história.

A combinação que quase sempre falta: fotos e lembranças

Os modelos de acordo dedicam páginas à escala semanal, às férias e às despesas. Sobre fotos, normalmente não há uma linha. E as fotos são uma fonte recorrente de atrito:

  • Um dos pais posta fotos da criança nas redes sociais sem perguntar, embora na guarda compartilhada a imagem do filho seja uma decisão dos dois
  • As semanas na outra casa ficam sem registro, e a criança acaba com metade do arquivo de fotos
  • Os avós de um dos lados perdem o acesso às fotos do neto

Três frases no plano evitam tudo isso: nada é publicado sem acordo, os dois pais alimentam uma única linha do tempo compartilhada e a família próxima dos dois lados tem acesso a ela. Leva cinco minutos com o mediador e poupa anos de desgaste.

O que um app de guarda compartilhada faz

Um app assim ajuda a colocar em prática o plano de convivência. Por exemplo:

  • Calendário. Quem fica com as crianças quando, claro para os dois.
  • Comunicação. Mensagens sobre os filhos, separadas das conversas pessoais.
  • Despesas. Registro de quem paga o quê.
  • Documentos. Acordos, boletins e informações de saúde num lugar só.
  • Lembranças. Fotos e marcos, para os dois pais.

Apps de guarda compartilhada comparados

2houses. Um app belga, com calendário, mensagens, álbum de fotos e controle financeiro. Pago depois de 14 dias de teste (a partir de € 8,99 por mês). Servidores na Europa. A opção mais completa para quem mora na Europa. Veja também nossa comparação de alternativas ao 2houses.

OurFamilyWizard. Líder de mercado nos Estados Unidos, também disponível fora de lá. Tem um registro forte: as mensagens ficam gravadas e podem ser usadas na Justiça. Interface em inglês, servidores americanos. Relativamente caro: cerca de € 100 por ano por genitor. Veja também: alternativas ao OurFamilyWizard.

AppClose. Versão básica gratuita com calendário e mensagens. Menos completo que o 2houses, mas fácil de começar. Em inglês e em servidores americanos.

Ouderliefde. Não é um app de agenda; o foco é o lado das lembranças na guarda compartilhada: guardar fotos, vídeos e marcos juntos. Em português, de acordo com o GDPR, servidores na Europa. Plano gratuito com acesso para o outro genitor.

Agenda e lembranças: dois apps que se completam

Um app de agenda é um documento de trabalho para os pais. Um app de lembranças é uma linha do tempo que seu filho vai rever mais tarde. Esses dois papéis quase não se sobrepõem, por isso a combinação funciona bem:

  • 2houses ou OurFamilyWizard para o lado prático: calendário, comunicação, despesas
  • Ouderliefde para o lado afetivo: lembranças, fotos, marcos

O que observar na hora de escolher

Proteção de dados. Para conversas sobre seus filhos e fotos deles, você quer saber onde os dados ficam e qual lei os protege. Na Europa vale o GDPR; no Brasil, a LGPD.

Uso em processo judicial. Se a comunicação com o outro genitor um dia precisar ser apresentada num processo, alguns apps são mais preparados para isso do que outros. O OurFamilyWizard, principalmente. Converse com seu advogado de família sobre o que faz sentido no seu caso.

Se o outro genitor vai mesmo usar. O app que os dois realmente abrem funciona melhor do que o app tecnicamente superior que um de vocês ignora. Estar na língua de cada um e ser fácil de começar ajuda.

Custo por genitor. Alguns apps cobram de cada genitor. Isso dobra o custo se os dois quiserem a versão completa.

Qual app combina com você

Para a agenda, o 2houses é a opção mais completa para quem vive na Europa. Para guardar as lembranças, de modo que seu filho tenha mais tarde a história completa contada pelos dois pais, o Ouderliefde é um ponto de partida gratuito.

Os dois podem ser testados de graça. Você não precisa decidir agora.

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Perguntas frequentes

O plano de convivência é obrigatório?

No Brasil, quando pais com filhos menores se separam, a guarda, a convivência e a pensão precisam ser definidas, seja num acordo homologado pela Justiça, seja por decisão do juiz. Na Holanda, o plano (ouderschapsplan) é obrigatório no divórcio com filhos menores de 18 anos. Para saber exatamente o que se aplica ao seu caso, converse com um advogado de família ou um mediador.

Qual é o melhor app para guarda compartilhada?

Para agenda e comunicação, o 2houses é a opção mais completa com servidores na Europa. O OurFamilyWizard é mais extenso, mas só em inglês e mais caro. Para guardar lembranças (fotos, marcos), o Ouderliefde é um complemento em português.

Posso usar as mensagens de um app como prova na Justiça?

Alguns apps, como o OurFamilyWizard, foram feitos para que a comunicação possa ser usada juridicamente (com data e hora e sem possibilidade de edição). Apps comuns como o WhatsApp são menos indicados para isso. Pergunte ao seu advogado de família ou mediador qual opção funciona melhor no seu caso.

Vale incluir combinações sobre fotos no plano de convivência?

Não é obrigatório, mas é sensato. Na guarda compartilhada, publicar fotos do filho nas redes sociais é uma decisão dos dois pais, e no Brasil o ECA protege a imagem da criança. Combinem que nada é publicado sem conversa prévia e que os dois alimentam uma única linha do tempo de lembranças.

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